Quando resolvi que precisava malhar para melhorar meu desempenho nos outros esportes, pensei, preciso de alguém que pegue no meu pé. Foi assim que encontrei meu “simpático” Personal Trainer. No primeiro dia quando terminou, ele perguntou como eu estava me sentindo. Eu disse que estava ótima, podia até ir pro treino de vôlei. Ele riu. Não um sorriso daqueles sinceros, mas daqueles bem sarcásticos. Eu, ingênua, nem dei bola. No “after day”... Achei que eu tinha sido atropelada por um caminhão e tinha sofrido uma amnésia. Doía tudo. Ai entendi o “sorrisinho” do meu “adorável” técnico! Então compreendi a sutil diferença entre “professor” e “treinador” que ele me explicara no dia da avaliação. “Professor é bonzinho.” Eu não preciso dizer o que o treinador é, não é?
Hoje, algumas semanas depois daquele bendito dia em que decidi que tinha que malhar (ops, treinar, segundo as palavras dele), o despertador gritava às cinco da manhã. Acordei meio sonolenta, pensando numa desculpa pra dizer que eu não ia quando fui beber água e vi pela janela um clarão. Ainda meio desorientada por ter sido tirada do meu maravilhoso sonho, pensei que raio de luz era aquela? Será que é o sol? Observem que alguns neurônios meus conseguiam se movimentar, eu ainda conseguia ter resquícios de pensamento, mas algo bem primitivo. Mas depois de olhar bem, e lembrar que eram cinco horas da manhã não podia ser o sol (ufa! Alguma coisa ainda funciona). Era a lua. Cheia e bela me dando “bom dia”. Agradeci pelo dia resolvi entrar nessa, e corri pra não me atrasar. Uma hora depois, e muitas “caras feias” e “ais” depois, eu estava em baixo do chuveiro, imersa em meus pensamentos e tendo a certeza de que esse seria mais um bom dia. E foi.
...vem de palavrear, verbo intransitivo que signfica falar sem moderação e com leviandade; tagarelar; parolar.
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Belo texto, bela foto... Gostei do escapulário.
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