...vem de palavrear, verbo intransitivo que signfica falar sem moderação e com leviandade; tagarelar; parolar.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sobre não escrever

Falta-me tempo, sobram-me assuntos. Estou há semanas pensando em escrever, mas simplesmente não sai nada! Não porque não tenho assunto, pelo contrário, porque os tenho em excesso. Minha mente parece uma daquelas ruas que digo que só encontramos em São Luis: eram três vias e de repente viram duas, que vira uma e todos os carros tentam desesperadamente passar por elas pra poder chegar antes das 8h no trabalho (inclusive eu!). Assim funciona minha cabeça, um verdadeiro engarrafamento de palavras. Elas transbordam na minha mente, tentando pular pra fora pelas minhas mãos. Algumas vão saindo, opa, vai se formando um texto, mas... de repente... as idéias se embaralham, e engatam no “gargalo da garrafa”. E ficam lá presas. Nem pra frente, nem pra trás. E lá se vai mais um “meio texto”. O computador esta cheio deles! Recuso-me a publicá-los assim! Assim decidi escrever sobre não conseguir escrever. Olha!Não é que deu um texto?! Bom não exatamente uma obra prima de grande utilidade. Mas não deixa de refletir minha vida. Excessiva demais.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Esperar, esperar, esperar!!!!!!!!!!!

Eu odeio esperar. Novidade, né? Quem gosta! Até aí tudo bem. O problema é que isso me causa sérios problemas. Dia desses tive que esperar minha vez no protocolo da faculdade. Lá fui eu, toda serelepe, olhando aquele povo todo e pensando “ah, vai demorar, mas Chico Buarque me ajuda passar o tempo” (sim, pessoas precavidas e que odeiam esperar, e mais ainda sem fazer nada andam com pelo menos um livro na bolsa). Quando peguei minha senha olhei pro numero 400 e até imaginei os dois zeros como dois olhinhos arregalados dizendo “óóóh”! Poxa, que número legal! Ah, isso eu pensei até eu olhar que o painel eletrônico marcava 185. Respirei fundo, sentei na primeira cadeira desocupada e “mergulhei” no Leite Derramado do Chico. Algumas horas depois, lá estava eu, mais impaciente do que nunca! Chegava o 500!! Mas nada do 400! Bom, na realidade, quando minha vida me chamava de volta, estava apenas no 220. Ainda não foi dessa vez.
Dia seguinte, lá estava eu. Dessa vez não era possível. O protocolo ainda não estava nem aberto quando eu cheguei! 35! Aê! Agora vai! E foi. Claro que eu não consegui esperar, sentadinha, como pessoas normais. Lá fui eu na coordenação, na sala dos professores, na livraria, em todo canto menos ficar sentada na bendita cadeira de espera! Resultado: eu cheguei no protocolo estavam chamando o 42! Isso mesmo! Depois de toda espera, onde a única coisa que não fiz foi esperar, minha vez tinha passado! Assim como o horário de todos os meus compromissos que eu simplesmente não consigo esperar e fico fazendo alguma coisa até 10 minutos antes pra poder poupar tempo e claro, chego atrasada! Eu e minha impaciência! Ainda tenho que ouvir de engraçadinhos que insistem em ressaltar nossos defeitos: “Eita menina! Nasceu de 7 meses, foi?” Não, eu não nasci! Na verdade, quase passei da hora. Mas fazer o que? Uns são bons em matemática, outros em biologia, outros, ainda, em história. Eu sou boa em outras coisas. Com certeza esperar não faz parte do rol das minhas habilidades (ainda)! :)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sob a luz da lua

Quando resolvi que precisava malhar para melhorar meu desempenho nos outros esportes, pensei, preciso de alguém que pegue no meu pé. Foi assim que encontrei meu “simpático” Personal Trainer. No primeiro dia quando terminou, ele perguntou como eu estava me sentindo. Eu disse que estava ótima, podia até ir pro treino de vôlei. Ele riu. Não um sorriso daqueles sinceros, mas daqueles bem sarcásticos. Eu, ingênua, nem dei bola. No “after day”... Achei que eu tinha sido atropelada por um caminhão e tinha sofrido uma amnésia. Doía tudo. Ai entendi o “sorrisinho” do meu “adorável” técnico! Então compreendi a sutil diferença entre “professor” e “treinador” que ele me explicara no dia da avaliação. “Professor é bonzinho.” Eu não preciso dizer o que o treinador é, não é?
Hoje, algumas semanas depois daquele bendito dia em que decidi que tinha que malhar (ops, treinar, segundo as palavras dele), o despertador gritava às cinco da manhã. Acordei meio sonolenta, pensando numa desculpa pra dizer que eu não ia quando fui beber água e vi pela janela um clarão. Ainda meio desorientada por ter sido tirada do meu maravilhoso sonho, pensei que raio de luz era aquela? Será que é o sol? Observem que alguns neurônios meus conseguiam se movimentar, eu ainda conseguia ter resquícios de pensamento, mas algo bem primitivo. Mas depois de olhar bem, e lembrar que eram cinco horas da manhã não podia ser o sol (ufa! Alguma coisa ainda funciona). Era a lua. Cheia e bela me dando “bom dia”. Agradeci pelo dia resolvi entrar nessa, e corri pra não me atrasar. Uma hora depois, e muitas “caras feias” e “ais” depois, eu estava em baixo do chuveiro, imersa em meus pensamentos e tendo a certeza de que esse seria mais um bom dia. E foi.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Porque voltei...

Mudei o nome do blog, mudei a cara do blog, mas eu continuo a mesma. Por que resolvi escrever de novo? Nem eu sei. Acho que cansei de perturbar meus amigos com minhas histórias malucas e sem final. Ou melhor, com um final novo a cada semana. Aqui é opcional, eu falo (ou melhor escrevo) o que eu quero e quando eu quero (assim não morro sufocada com minhas próprias histórias) e lê quem quiser!
Pra começar vou explicar o título. Tem um trecho de um livro do Fernando Pessoa (Livro do Desassossego) de que gosto muito. Começa assim: “Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrear”. Eu realmente gosto. E me identifico ainda mais quando ele diz que “Estremeço se dizem bem”. E assim em diante. Eu realmente adoro as palavras, e o que elas dizem sobre quem as usa. Por isso achei adequado ao nome do blog: palavreando. Achei que fica bem mais poético do que “tagarelando”!
E sobre a foto. Para quem não reconhece (ou não conhece) essa é a nossa famosa “Ponta d´Areia”. Estava chegando de um agradável passeio à Alcântara. Resolvi registrar, pois muitas vezes esquecemos-nos das belas paisagens quem existem tão próximas a nós na nossa ilha do amor. Sobre o passeio, conto da próxima vez! Fiquem com Deus!