...palavreando...

...vem de palavrear, verbo intransitivo que signfica falar sem moderação e com leviandade; tagarelar; parolar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Serras Gaúchas pela maranhense


Em pouco mais de 8h de viagem, eu passava de uma temperatura aproximada de 30°C pra 9°C. Pensei que meu cérebro fosse congelar. Quase isso. Ele paralisou. Já nos primeiros minutos de estrada rumo a serra. Extasiado com tamanha beleza daquela terra, que embora fizesse parte do mesmo Brasil do meu Maranhão, dos belos lençóis, das praias de águas escuras e mornas, era tão diferente. Foram dias de encantamento, maravilhada com cada detalhe que aquele pedaço de terra estava a me oferecer. Paisagens de tirar o fôlego, que dão provas da existência de Deus. Uma culinária farta, tão saborosa que provoca sensações nunca antes despertadas. Um vinho que te hipnotiza só ao liberar seu doce buquê. Aventuras por corredeiras que te fazem perder o chão. Água brotando dos paredões da serra. Igrejas tão belas quanto à devoção daquele povo a Deus. Um povo trabalhador, que transforma cada pedaço de chão que encontra em meio de sobrevivência, e mesmo os muito humildes, são sempre receptivos. Terra que transborda cultura. A história de um povo que teve que deixar sua pátria, e aprender a amar o que lhes foi dado como se sua fosse, e amou tanto, que hoje é. Depois de sete dias entre os cânions, arroios, igrejas, vinhedos, restaurantes, ruas e estradas da Serra Gaúcha, volto à minha Ilha com o coração dividido mas cheio de felicidade, por ter o dom de amar. Amar tanto que pode amar duas terras tão diferentes, tão formosas em suas especificidades. Deleito-me, ainda, com a certeza, de que toda essa diferença só acontece em um lugar do mundo: na minha pátria amada, BRASIL!

Precisava voltar a escrever, e achei que era digno voltar a escrever assim que eu voltasse das Serras. Viagem perfeita. Não só pelo lugar, mas é digno lembrar também que tive a companhia mais que perfeita. As impressões não teriam sido as mesmas sem ele. Estou de volta ao blog. Definitivamente!

domingo, 6 de setembro de 2009

Presente de Aniversário

Eu não acredito em coincidências. Essa semana fez um ano do dia em que eu recebi minha “carta de alforria”. E Deus me deu de presente uma semana maravilhosamente maluca. Inimaginável. Apaixonante. Divertidíssima. Faltam-me adjetivos pra definir. Mas já deu pra entender.
Há um ano eu estava presa dentro de mim por motivos alheios a minha vontade (ou não). Mas como tudo um dia acaba, acabou. Misteriosamente, da mesma forma que veio, se foi do meu coração. E o vazio deixado foi preenchido pela adorável companhia das pessoas que a partir de então eu permiti que entrassem na minha vida. Pela porta da frente, e sob um tapete vermelho.
E essa semana, pra consolidar a experiência impar que tive no último ano conheci pessoas (e nem todas foram boas) que me fizeram relembrar porque vale tanto a pena viver e se permitir.
Tive, ainda, a oportunidade de descobrir algumas pessoas que mesmo próximas a mim, viviam tão distante. E estas me fizeram entender nós nos enganamos muito com as aparências e que é válido dá uma segunda oportunidade às pessoas. Ninguém estar no seu melhor dia todos os dias.
Estou me sentindo muito feliz hoje. E resolvi escrever pra agradecer as pessoas maravilhosas que compartilharam comigo o meu aniversário de “um ano” e pedir, do fundo da minha alma, que vocês permaneçam pra sempre na minha vida, testemunhando as minhas loucuras sensatas.
A algumas pessoas, quero agradecer expressamente: minha filha (que me deslumbra a cada dia com novas descobertas e me faz mais apaixonada do que eu já sou), Ju (irmã que Deus me deu de presente), irmão (que eu amo de graça, só porque nasceu), Josy e Noré (que eram colegas de trabalho e hoje são mais que amigos, são minha família durante o dia), Babi (irmãzinha de coração desde 2001), Andréa e Deia (que eram amigas de Ju, e hoje posso dizer que são minhas amigas também), Aiara e Camila(que tornam a noite das pessoas bem mais divertidas) e por último, Thiago (meu “chapéu seletor”).
Por fim, dizer um obrigado a alguém maior que rege todos esses encontros que nasceram de desencontros: meu Pai, meu Criador, Senhor de Todas as coisas, Deus. Se não for pedir muito, o Senhor pode me dá outra semana dessas? Com os mesmo personagens?
Ps. As pessoas que agradeci acima foram as que compartilharam comigo os últimos dias. Existem outras tão especiais como estas na minha vida, porém a lista seria enorme. Então pessoas especiais que sabem que estão dentro do meu coração e não apareceram aqui, sintam-se homenageados também. Porque amo vocês também.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sobre não escrever

Falta-me tempo, sobram-me assuntos. Estou há semanas pensando em escrever, mas simplesmente não sai nada! Não porque não tenho assunto, pelo contrário, porque os tenho em excesso. Minha mente parece uma daquelas ruas que digo que só encontramos em São Luis: eram três vias e de repente viram duas, que vira uma e todos os carros tentam desesperadamente passar por elas pra poder chegar antes das 8h no trabalho (inclusive eu!). Assim funciona minha cabeça, um verdadeiro engarrafamento de palavras. Elas transbordam na minha mente, tentando pular pra fora pelas minhas mãos. Algumas vão saindo, opa, vai se formando um texto, mas... de repente... as idéias se embaralham, e engatam no “gargalo da garrafa”. E ficam lá presas. Nem pra frente, nem pra trás. E lá se vai mais um “meio texto”. O computador esta cheio deles! Recuso-me a publicá-los assim! Assim decidi escrever sobre não conseguir escrever. Olha!Não é que deu um texto?! Bom não exatamente uma obra prima de grande utilidade. Mas não deixa de refletir minha vida. Excessiva demais.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Esperar, esperar, esperar!!!!!!!!!!!

Eu odeio esperar. Novidade, né? Quem gosta! Até aí tudo bem. O problema é que isso me causa sérios problemas. Dia desses tive que esperar minha vez no protocolo da faculdade. Lá fui eu, toda serelepe, olhando aquele povo todo e pensando “ah, vai demorar, mas Chico Buarque me ajuda passar o tempo” (sim, pessoas precavidas e que odeiam esperar, e mais ainda sem fazer nada andam com pelo menos um livro na bolsa). Quando peguei minha senha olhei pro numero 400 e até imaginei os dois zeros como dois olhinhos arregalados dizendo “óóóh”! Poxa, que número legal! Ah, isso eu pensei até eu olhar que o painel eletrônico marcava 185. Respirei fundo, sentei na primeira cadeira desocupada e “mergulhei” no Leite Derramado do Chico. Algumas horas depois, lá estava eu, mais impaciente do que nunca! Chegava o 500!! Mas nada do 400! Bom, na realidade, quando minha vida me chamava de volta, estava apenas no 220. Ainda não foi dessa vez.
Dia seguinte, lá estava eu. Dessa vez não era possível. O protocolo ainda não estava nem aberto quando eu cheguei! 35! Aê! Agora vai! E foi. Claro que eu não consegui esperar, sentadinha, como pessoas normais. Lá fui eu na coordenação, na sala dos professores, na livraria, em todo canto menos ficar sentada na bendita cadeira de espera! Resultado: eu cheguei no protocolo estavam chamando o 42! Isso mesmo! Depois de toda espera, onde a única coisa que não fiz foi esperar, minha vez tinha passado! Assim como o horário de todos os meus compromissos que eu simplesmente não consigo esperar e fico fazendo alguma coisa até 10 minutos antes pra poder poupar tempo e claro, chego atrasada! Eu e minha impaciência! Ainda tenho que ouvir de engraçadinhos que insistem em ressaltar nossos defeitos: “Eita menina! Nasceu de 7 meses, foi?” Não, eu não nasci! Na verdade, quase passei da hora. Mas fazer o que? Uns são bons em matemática, outros em biologia, outros, ainda, em história. Eu sou boa em outras coisas. Com certeza esperar não faz parte do rol das minhas habilidades (ainda)! :)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sob a luz da lua

Quando resolvi que precisava malhar para melhorar meu desempenho nos outros esportes, pensei, preciso de alguém que pegue no meu pé. Foi assim que encontrei meu “simpático” Personal Trainer. No primeiro dia quando terminou, ele perguntou como eu estava me sentindo. Eu disse que estava ótima, podia até ir pro treino de vôlei. Ele riu. Não um sorriso daqueles sinceros, mas daqueles bem sarcásticos. Eu, ingênua, nem dei bola. No “after day”... Achei que eu tinha sido atropelada por um caminhão e tinha sofrido uma amnésia. Doía tudo. Ai entendi o “sorrisinho” do meu “adorável” técnico! Então compreendi a sutil diferença entre “professor” e “treinador” que ele me explicara no dia da avaliação. “Professor é bonzinho.” Eu não preciso dizer o que o treinador é, não é?
Hoje, algumas semanas depois daquele bendito dia em que decidi que tinha que malhar (ops, treinar, segundo as palavras dele), o despertador gritava às cinco da manhã. Acordei meio sonolenta, pensando numa desculpa pra dizer que eu não ia quando fui beber água e vi pela janela um clarão. Ainda meio desorientada por ter sido tirada do meu maravilhoso sonho, pensei que raio de luz era aquela? Será que é o sol? Observem que alguns neurônios meus conseguiam se movimentar, eu ainda conseguia ter resquícios de pensamento, mas algo bem primitivo. Mas depois de olhar bem, e lembrar que eram cinco horas da manhã não podia ser o sol (ufa! Alguma coisa ainda funciona). Era a lua. Cheia e bela me dando “bom dia”. Agradeci pelo dia resolvi entrar nessa, e corri pra não me atrasar. Uma hora depois, e muitas “caras feias” e “ais” depois, eu estava em baixo do chuveiro, imersa em meus pensamentos e tendo a certeza de que esse seria mais um bom dia. E foi.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Porque voltei...

Mudei o nome do blog, mudei a cara do blog, mas eu continuo a mesma. Por que resolvi escrever de novo? Nem eu sei. Acho que cansei de perturbar meus amigos com minhas histórias malucas e sem final. Ou melhor, com um final novo a cada semana. Aqui é opcional, eu falo (ou melhor escrevo) o que eu quero e quando eu quero (assim não morro sufocada com minhas próprias histórias) e lê quem quiser!
Pra começar vou explicar o título. Tem um trecho de um livro do Fernando Pessoa (Livro do Desassossego) de que gosto muito. Começa assim: “Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrear”. Eu realmente gosto. E me identifico ainda mais quando ele diz que “Estremeço se dizem bem”. E assim em diante. Eu realmente adoro as palavras, e o que elas dizem sobre quem as usa. Por isso achei adequado ao nome do blog: palavreando. Achei que fica bem mais poético do que “tagarelando”!
E sobre a foto. Para quem não reconhece (ou não conhece) essa é a nossa famosa “Ponta d´Areia”. Estava chegando de um agradável passeio à Alcântara. Resolvi registrar, pois muitas vezes esquecemos-nos das belas paisagens quem existem tão próximas a nós na nossa ilha do amor. Sobre o passeio, conto da próxima vez! Fiquem com Deus!