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Em pouco mais de 8h de viagem, eu passava de uma temperatura aproximada de 30°C pra 9°C. Pensei que meu cérebro fosse congelar. Quase isso. Ele paralisou. Já nos primeiros minutos de estrada rumo a serra. Extasiado com tamanha beleza daquela terra, que embora fizesse parte do mesmo Brasil do meu Maranhão, dos belos lençóis, das praias de águas escuras e mornas, era tão diferente. Foram dias de encantamento, maravilhada com cada detalhe que aquele pedaço de terra estava a me oferecer. Paisagens de tirar o fôlego, que dão provas da existência de Deus. Uma culinária farta, tão saborosa que provoca sensações nunca antes despertadas. Um vinho que te hipnotiza só ao liberar seu doce buquê. Aventuras por corredeiras que te fazem perder o chão. Água brotando dos paredões da serra. Igrejas tão belas quanto à devoção daquele povo a Deus. Um povo trabalhador, que transforma cada pedaço de chão que encontra em meio de sobrevivência, e mesmo os muito humildes, são sempre receptivos. Terra que transborda cultura. A história de um povo que teve que deixar sua pátria, e aprender a amar o que lhes foi dado como se sua fosse, e amou tanto, que hoje é. Depois de sete dias entre os cânions, arroios, igrejas, vinhedos, restaurantes, ruas e estradas da Serra Gaúcha, volto à minha Ilha com o coração dividido mas cheio de felicidade, por ter o dom de amar. Amar tanto que pode amar duas terras tão diferentes, tão formosas em suas especificidades. Deleito-me, ainda, com a certeza, de que toda essa diferença só acontece em um lugar do mundo: na minha pátria amada, BRASIL!
Precisava voltar a escrever, e achei que era digno voltar a escrever assim que eu voltasse das Serras. Viagem perfeita. Não só pelo lugar, mas é digno lembrar também que tive a companhia mais que perfeita. As impressões não teriam sido as mesmas sem ele. Estou de volta ao blog. Definitivamente!
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